Deveria ser assim. Não importa mais quem errou, a gente não é perfeito e nunca foi, no fundo as nossas imperfeições sempre foram as nossas prisões. A tua impulsividade por exemplo, sempre me prejudicou, mas é o que sempre me fascinou, é o que me prendeu um dia e prende até hoje, as vezes acho que esse tipo de prisão é o que eu quero para sempre.
Não deveria ser essa queda de braços por atenção, por quem errou menos, porque acabou o assunto, porque a gente se tornou desinteressante, porque agora a gente ficou mais velho, mais chato, mais exigente, mais longe inclusive.
Na verdade estamos carentes, estamos esperando surpresas, sempre na expectativa e o muro que nos separa aumenta a cada dia, a teimosia e o egoísmo cresce.
Nossos caminhos são diferentes, nosso querer impaciente nos leva ao mesmo lugar e também a lugar nenhum, porque enquanto perdemos tempo demais lamentando pelo que não foi, relembrando o que foi, o porvir acaba não vindo, o futuro fica vazio, e aquele nosso querer que no fundo sempre foi o mesmo, acaba em segundo plano como se ele fosse só um acessório e não o essencial daquilo que nos torna um.
Thursday 29 October 2009
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