Wednesday 23 December 2009
!
Quisera que meus sentimentos fossem que nem livros, assim, eu os embalaria e te mandaria de presente. Talvez você, soubesse melhor o que fazer deles.
Monday 21 December 2009
Na ponta dos dedos
Meus dedos digitam cuidadosamente no teclado como se tivesse medo do que escreve e do que deseja. Talvez da mesma forma em que meus dedos desejam percorrer o contorno dos teus lábios, mas não da forma que anseia explorar os caminhos do teu corpo...
As letras não saem, mas o desejo das palavras aumentam gradativamente, assim como o desejo do corpo aumenta cada vez que lembro e visualizo o ato idealizado.
Escrevo enquanto beijo sua boca e seguro em teus cabelos para que a tua boca não me escape; enquanto arranco as tuas roupas e seguro seu corpo quente; enquanto a minha boca percorre cada pedaço da tua geografia decorada e inexplorada;
A página continua em branco, o back space me trai a cada vez que meu desejo se traduz em palavras.
As letras não saem, mas o desejo das palavras aumentam gradativamente, assim como o desejo do corpo aumenta cada vez que lembro e visualizo o ato idealizado.
Escrevo enquanto beijo sua boca e seguro em teus cabelos para que a tua boca não me escape; enquanto arranco as tuas roupas e seguro seu corpo quente; enquanto a minha boca percorre cada pedaço da tua geografia decorada e inexplorada;
A página continua em branco, o back space me trai a cada vez que meu desejo se traduz em palavras.
Tuesday 8 December 2009
Cinza
De repente o mundo inteiro ficou em tom cinza como se anunciasse uma tempestade a qualquer momento. A chuva não vem e o dia prossegue suspenso. Nesses dias, até respirar causa medo.
Meu dia discorre numa cadência horrível. Meus movimentos mecânicos como se predentinados a isso, meus olhos não enxergam nada além do anseio de rolar pela janela a fim de alguma vida, alguma coisa espetacular me tire desse cotidiano em preto e branco.
A pilha de papel na minha frente não diminui no avançar das horas, minha claustrofobia faz a minha respiração ficar cada vez mais difícil, me sinto como se um elefante estivesse sentado em meus pulmões.Minha necessidade pela janela, pelo vento 'rajante' é quase vital. As horas não passam, tudo se arrasta e eu me arrasto junto com esse grande nada
O cinza da janela me consome, meus olhos se perdem no branco do dia e de repente me sinto leve,se possível fosse, até voaria. O vento beija meu rosto, desperta a alma e desacelera o coração.
Meu dia discorre numa cadência horrível. Meus movimentos mecânicos como se predentinados a isso, meus olhos não enxergam nada além do anseio de rolar pela janela a fim de alguma vida, alguma coisa espetacular me tire desse cotidiano em preto e branco.
A pilha de papel na minha frente não diminui no avançar das horas, minha claustrofobia faz a minha respiração ficar cada vez mais difícil, me sinto como se um elefante estivesse sentado em meus pulmões.Minha necessidade pela janela, pelo vento 'rajante' é quase vital. As horas não passam, tudo se arrasta e eu me arrasto junto com esse grande nada
O cinza da janela me consome, meus olhos se perdem no branco do dia e de repente me sinto leve,se possível fosse, até voaria. O vento beija meu rosto, desperta a alma e desacelera o coração.
Monday 7 December 2009
Black out
"Preciso que meu telescópio pesque a mais remota onda perdida em minha própria escuridão emocional".
Nando Reis
Nando Reis
Friday 4 December 2009
Só
A solidão só é boa e bonita quando traduzida em palavras, do contrário, esmaga, corrói, mói, dói.
Thursday 3 December 2009
Caminho livre
- Você não presta!
Ela berrou no alto da escada enquanto ele descia às pressas os degraus atrapalhado com a manga da camisa que tentava vestir.
Ele deu uma última olhada, e ela abriu um sorriso como só fazia nos momentos de plena felicidade. Ele reconheceu aquele sorriso de um tempo remoto.
Aquela era uma porta aberta, um sinal. Sinal verde.
Ele voltaria...
Ela berrou no alto da escada enquanto ele descia às pressas os degraus atrapalhado com a manga da camisa que tentava vestir.
Ele deu uma última olhada, e ela abriu um sorriso como só fazia nos momentos de plena felicidade. Ele reconheceu aquele sorriso de um tempo remoto.
Aquela era uma porta aberta, um sinal. Sinal verde.
Ele voltaria...
Tuesday 1 December 2009
Quid pro quo
Eu te amo pela tua diferença e pela tua indiferença perante esse mundo de idéias iguais e pessoas idênticas;
Eu te amo pela força que tu mostras e pela fraqueza que escondes;
Eu te amo pela tua profundidade, pela intensidade com que tu te revelas;
Eu te amo pela tua urgência. A de viver, a de amar, a de correr, a de perder só pra se achar;
Eu te amo pelo querer dar e pelo querer para si;
Eu te amo pela diferença que nos torna iguais; Te amo pela permissão de chorar, pela forma violenta de amar e pela forma branda de cuidar;
Te amo pela distância que nos separa e pelo elo que nos une;
Eu te amo pela dor e por causa do amor. Te amo com dor, ardor, sem nenhum pudor;
Te amo pelo que não foi consumado e por tudo o que foi consumido;
Te amo pelo céu e inferno que teu amor proporciona;
Te amo pela forma disforme com que te mostras;
Te amo pelo teu sim que comove e pelo não que dificilmente convence;
Te amo por não ter rédea, pela selvageria, pelo repúdio ao dominio;
Te amo pelo rumo que perdi, pelo chão que não tenho, pelo céu infinito.
Te amo sem rumo, sem destino, sem prumo nem eixo;
Contigo, a bússola enlouquece, o vento perde a direção e por sua inconstância tão constante é que me prende e me faz enlouquecidamente te amar.
Eu te amo pela força que tu mostras e pela fraqueza que escondes;
Eu te amo pela tua profundidade, pela intensidade com que tu te revelas;
Eu te amo pela tua urgência. A de viver, a de amar, a de correr, a de perder só pra se achar;
Eu te amo pelo querer dar e pelo querer para si;
Eu te amo pela diferença que nos torna iguais; Te amo pela permissão de chorar, pela forma violenta de amar e pela forma branda de cuidar;
Te amo pela distância que nos separa e pelo elo que nos une;
Eu te amo pela dor e por causa do amor. Te amo com dor, ardor, sem nenhum pudor;
Te amo pelo que não foi consumado e por tudo o que foi consumido;
Te amo pelo céu e inferno que teu amor proporciona;
Te amo pela forma disforme com que te mostras;
Te amo pelo teu sim que comove e pelo não que dificilmente convence;
Te amo por não ter rédea, pela selvageria, pelo repúdio ao dominio;
Te amo pelo rumo que perdi, pelo chão que não tenho, pelo céu infinito.
Te amo sem rumo, sem destino, sem prumo nem eixo;
Contigo, a bússola enlouquece, o vento perde a direção e por sua inconstância tão constante é que me prende e me faz enlouquecidamente te amar.
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