Doente, permaneço assim já não sei há quanto tempo nem o que me resta. Sinto dor e me acostumei com ela, de modo que ela não se tornou minha companheira, mas uma rotina.
Meu coração é só uma úlcera incurável, aberta e sangrando.
Tanto amor e tanto sentimento me tornaram numa espécie de diabético emocionalmente, não há nenhuma cura pra mim, só tratamento initerrupto
Monday 28 September 2009
Wednesday 23 September 2009
Tuesday 22 September 2009
.
A sensação de cansaço provém de nunca sabermos onde atracar. A busca é sempre a mesma... Um porto seguro! um lugar para ver o sol nascer. Uma tarde silenciosa a cair na calçada e essa urgência de viver.
Friday 18 September 2009
Foco

- Mantenha o foco - Ela me disse pela manhã antes de nos despedirmos.
- Então, tudo é uma questão de foco? - perguntei já sabendo a resposta.
- A partir do momento que você tem um foco, você automaticamente cria um caminho para conseguir seu objetivo. Prioriza cada ponto e persegue rumo o alvo. O importante é não perder a direção.
Agora vejo meu caminho mais claramente, é como se meu foco mudasse também meu campo de visão.
Eu sigo a trilha que marquei, as coordenadas que defini, tudo para chegar mais rápido ao meu objetivo.
Persigo focado no meu alvo. Sou insistente, persistente. Não desisto fácil, nem me deixo abater.
Persigo e alcanço, não importa o tempo.
Notas de rodapé de uma conversa sem intenções.
Wednesday 16 September 2009
Memória injusta
Acho que aquela conversa entre 'Papai e Mack' sobre passado tenha me impressionado mais que o normal. O fato é que fazer do passado um simples passeio é bem melhor do que uma longa estada por lá. O problema é sair da teoria e encarar a praticidade da coisa, porque se desprender de algo importante que se viveu é como rasgar seus documentos e querer viver uma nova vida.
Me parece doloroso viver sem passado, e sem reviver alguns momentos. Na verdade, não tem como se arrancar a memória de alguém, muito embora desejassemos ardentemente isso inúmeras vezes, tem como deixar todas as recordações bem escondidinhas no fundo da última gaveta que a gente nunca mexe. Ainda assim dói, porque inevitavelmente a gente vai se pegar olhando 'cobiçosamente' para a gaveta.
A vida porém, teima em me abrir portas e janelas. Eu agarro a cada boa oportunidade como se fosse a última chance de ser feliz, e de quem sabe me livrar do passado tão presente na memória e no corpo. As pessoas são atraentes e eu me disponho. Tenho boa vontade, sorrio de volta, mas logo me pego fazendo comparações, constatando que a pessoa não está no mesmo pé de entendimento que eu, não entende minhas palavras, não sacam minhas piadas [mesmo as idiotas], não percebem o tom de ironia e sarcasmo. Perco o interesse e já não me importa mais nada.
A pessoa cansa e vai embora, enquanto eu rumino lamentando mais uma chance perdida, me cobrando mais paciência, mais tato e implorando pra que eu não espere que ninguém seja igual a ninguém, o que seria um alento as pessoas serem diferentes, pra mim é um tormento.
O cansaço me abate. Já não vejo graça nas coisas, me agarro ao que me resta de prazer. Algumas músicas no fone de ouvido enquanto faço minhas caminhadas, um bom livro como companhia e alguns momentos de loucura, quando me permito conversar com as paredes num idioma que só nós reconhecemos.
Me parece doloroso viver sem passado, e sem reviver alguns momentos. Na verdade, não tem como se arrancar a memória de alguém, muito embora desejassemos ardentemente isso inúmeras vezes, tem como deixar todas as recordações bem escondidinhas no fundo da última gaveta que a gente nunca mexe. Ainda assim dói, porque inevitavelmente a gente vai se pegar olhando 'cobiçosamente' para a gaveta.
A vida porém, teima em me abrir portas e janelas. Eu agarro a cada boa oportunidade como se fosse a última chance de ser feliz, e de quem sabe me livrar do passado tão presente na memória e no corpo. As pessoas são atraentes e eu me disponho. Tenho boa vontade, sorrio de volta, mas logo me pego fazendo comparações, constatando que a pessoa não está no mesmo pé de entendimento que eu, não entende minhas palavras, não sacam minhas piadas [mesmo as idiotas], não percebem o tom de ironia e sarcasmo. Perco o interesse e já não me importa mais nada.
A pessoa cansa e vai embora, enquanto eu rumino lamentando mais uma chance perdida, me cobrando mais paciência, mais tato e implorando pra que eu não espere que ninguém seja igual a ninguém, o que seria um alento as pessoas serem diferentes, pra mim é um tormento.
O cansaço me abate. Já não vejo graça nas coisas, me agarro ao que me resta de prazer. Algumas músicas no fone de ouvido enquanto faço minhas caminhadas, um bom livro como companhia e alguns momentos de loucura, quando me permito conversar com as paredes num idioma que só nós reconhecemos.
Tuesday 15 September 2009
Tola át shani
Vermelho é a cor da paixão
Cor viva, forte, que vibra, pulsa, esquenta
Cor da morte, do sangue, das artérias do coração
Quando falamos de amor, no vermelho se pensa.
Vermelho é a cor do coração no desenho da criança
Cor da rosa dos casais apaixonados
Cor da ferida no corpo dos machucados
Cor dos joelhos pagantes de promessas renovando esperança.
Vermelho é a cor da dor
Cor da paixão
Cor do amor.
Cor do lábio, do desejo, do encanto
Cor dos olhos que derramam seu pranto
Cor do medo, da vergonha, do engano.
Cor viva, forte, que vibra, pulsa, esquenta
Cor da morte, do sangue, das artérias do coração
Quando falamos de amor, no vermelho se pensa.
Vermelho é a cor do coração no desenho da criança
Cor da rosa dos casais apaixonados
Cor da ferida no corpo dos machucados
Cor dos joelhos pagantes de promessas renovando esperança.
Vermelho é a cor da dor
Cor da paixão
Cor do amor.
Cor do lábio, do desejo, do encanto
Cor dos olhos que derramam seu pranto
Cor do medo, da vergonha, do engano.
A partilha
No começo do amor, dois viram um. Tudo é compartilhado, dividido, participado, mas quando acaba o namoro/casamento, quando o relacionamento desce pelo ralo da rotina, escorre entre os dedos do ciúme, passa pela peneira da infidelidade e o que era um sofre a meiose conjugal voltando a ser dois.
É hora de contar as feridas, esconder as cicatrizes, é hora de juntar os cacos e esquecer de todos os momentos, felizes ou não- pelo menos enquanto a dor não cessa. Começa então a hora da partilha, a hora em todos pegam seus pertences, nada escapa à divisão: fotos, objetos, cartas, e-mails, e tudo o que antes ajudava a contar a história de amor do casal vira objeto de barganha e concessões.
Após discussões e intermináveis negociações, sai cada um para seu lado com os braços abarrotados de pertences e restos do que foi um dia. A partilha no entanto não lhes arranca e nem se devolve o mais importante que são as coisas que se sente, aquelas que não foram compradas e nem criadas pelas mãos de ninguém.
A partilha não devolve corações cheios de amor, planos e sonhos construídos dia após dia com esmero de um artesão habilidoso. Não, a partilha não atinge sentimentos e nem as memórias que se tem de tudo, essa é a parte inerente a qualquer que seja o motivo do rompimento.
O motivo do término tem peso relevante nessas memórias sim, mas apenas enquanto eles continuarem vivos dentro deles, no entanto o mais sábio de todos - o tempo, logo se encarrega de minimizar os efeitos e aquilo que hoje dói, machuca e destrói toda imagem feita, amanhã se tornará menos intensa ate virar uma cicatriz - claro que nada é esquecido, mas não derá com tanta intensidade, mas sem a dor intensa apertando, os bons momentos virarão lembranças, doces recordações de como foram felizes um dia.
A partilha é a solução prática sobre o que é externo, enquanto isso, dentro de nós tudo continua arrumadinho do jeito que deixamos, é dentro da gente que tudo permanece indivisível e pulsando como sempre. É quando nada separa porque não foram feitos pela mão de homem, é quando nada separa.
04/02/09
É hora de contar as feridas, esconder as cicatrizes, é hora de juntar os cacos e esquecer de todos os momentos, felizes ou não- pelo menos enquanto a dor não cessa. Começa então a hora da partilha, a hora em todos pegam seus pertences, nada escapa à divisão: fotos, objetos, cartas, e-mails, e tudo o que antes ajudava a contar a história de amor do casal vira objeto de barganha e concessões.
Após discussões e intermináveis negociações, sai cada um para seu lado com os braços abarrotados de pertences e restos do que foi um dia. A partilha no entanto não lhes arranca e nem se devolve o mais importante que são as coisas que se sente, aquelas que não foram compradas e nem criadas pelas mãos de ninguém.
A partilha não devolve corações cheios de amor, planos e sonhos construídos dia após dia com esmero de um artesão habilidoso. Não, a partilha não atinge sentimentos e nem as memórias que se tem de tudo, essa é a parte inerente a qualquer que seja o motivo do rompimento.
O motivo do término tem peso relevante nessas memórias sim, mas apenas enquanto eles continuarem vivos dentro deles, no entanto o mais sábio de todos - o tempo, logo se encarrega de minimizar os efeitos e aquilo que hoje dói, machuca e destrói toda imagem feita, amanhã se tornará menos intensa ate virar uma cicatriz - claro que nada é esquecido, mas não derá com tanta intensidade, mas sem a dor intensa apertando, os bons momentos virarão lembranças, doces recordações de como foram felizes um dia.
A partilha é a solução prática sobre o que é externo, enquanto isso, dentro de nós tudo continua arrumadinho do jeito que deixamos, é dentro da gente que tudo permanece indivisível e pulsando como sempre. É quando nada separa porque não foram feitos pela mão de homem, é quando nada separa.
04/02/09
Sol e lua
Sim somos como a lua e o sol. Dois astros.
Duas grandezas.Enquanto um dorme o outro vive seu dia, sua rotina, mas diariamente ocupam simultaneamente o mesmo céu, como um eclipse diário. Somos diretamente proporcionais, mas também inversamente muitas vezes.
Como a lua ela possui muitas fases. Mingua e nada adianta, nenhum motivo é suficientemente forte para fazê-la sorrir e se mostrar. Se tranca em si, como se o mundo externo lhe causasse muito mal, porém se faz nascente quando porventura alguns de seus desejos são atendidos, renasce quando fazemos vir a tona momentos que outrora a faziam brilhar.
Quando sua fase se assemelha à nova, me causa encantamento, o mesmo efeito que a lua me traz quando eu me ponho a admirá-la enamorado, e também é sob o efeito da paixão que ela me mantém preso até a fase cheia, lotada, transbordante de tesão, que é quando me leva a loucura e me faz pensar e querer tomá-la pra mim com a sede de quem não bebe há séculos, mas tal encantamento é ligeiro e logo mingua e me joga na escuridão...
Como o Sol, sou 8 ou 80. Se estou forte brilho, se fraco me escondo. Não sei ser diferente, não há como camuflar minhas emoções. Eu sou ou não sou, fico ou não fico e se alguma coisa me preocupa ou me deixa fora do eixo, me escondo sobre as nuvens e de longe observo tudo o que acontece. Só sei ser assim.
Queimo quando brilho, mas queimo muito mais quando por trás do esconderijo te observo. Como sol e lua, esperamos pelo eclipse total, fundidos um no outro. Mesmo com todas as fases a lua encanta e se faz marcante, tal como o sol, um precisa do outro a fim de manterem o universo de suas vidas em equilíbrio.
Em harmonia? nem sempre...
Mas os dois brilham.
20/11/08
Duas grandezas.Enquanto um dorme o outro vive seu dia, sua rotina, mas diariamente ocupam simultaneamente o mesmo céu, como um eclipse diário. Somos diretamente proporcionais, mas também inversamente muitas vezes.
Como a lua ela possui muitas fases. Mingua e nada adianta, nenhum motivo é suficientemente forte para fazê-la sorrir e se mostrar. Se tranca em si, como se o mundo externo lhe causasse muito mal, porém se faz nascente quando porventura alguns de seus desejos são atendidos, renasce quando fazemos vir a tona momentos que outrora a faziam brilhar.
Quando sua fase se assemelha à nova, me causa encantamento, o mesmo efeito que a lua me traz quando eu me ponho a admirá-la enamorado, e também é sob o efeito da paixão que ela me mantém preso até a fase cheia, lotada, transbordante de tesão, que é quando me leva a loucura e me faz pensar e querer tomá-la pra mim com a sede de quem não bebe há séculos, mas tal encantamento é ligeiro e logo mingua e me joga na escuridão...
Como o Sol, sou 8 ou 80. Se estou forte brilho, se fraco me escondo. Não sei ser diferente, não há como camuflar minhas emoções. Eu sou ou não sou, fico ou não fico e se alguma coisa me preocupa ou me deixa fora do eixo, me escondo sobre as nuvens e de longe observo tudo o que acontece. Só sei ser assim.
Queimo quando brilho, mas queimo muito mais quando por trás do esconderijo te observo. Como sol e lua, esperamos pelo eclipse total, fundidos um no outro. Mesmo com todas as fases a lua encanta e se faz marcante, tal como o sol, um precisa do outro a fim de manterem o universo de suas vidas em equilíbrio.
Em harmonia? nem sempre...
Mas os dois brilham.
20/11/08
Sunday 13 September 2009
Sonhos
Essa noite sonhei contigo. Um sonho incomum, diferente daqueles que eu tinha. Acordei chorando, assim como você me disse dias atrás que havia acordado.
Sonhei que você estava aqui e eu te acordava com uma proposta, que você aceitou logo. Seu rosto não era como nos outros sonhos, havia nos seus olhos de gota um mistério que eu não sabia decifrar, seu corpo estava fraco, sua cor pálida, parecia doente, mas não estava, você dizia que era só minha ausência te apagando como se fosse uma fotografia exposta ao tempo.
Não sei o que esse sonho quer dizer, mas tenho lido e pensado muito no que Freud diz a respeito dos sonhos, e tenho uma teoria formulada, seria quase pretensão minha expor aqui, tu irias rir e eu não iria me importar porque adoro quando sorri, mas minha 'interpretação' tiraria provavelmente, a chance de você refletir sobre ele, talvez,com um pouco de sorte, chegariamos à mesma conclusão.
Acordar desse sonho não foi fácil, seu perfume ficou gravado no meu quarto toda a manhã, e eu nem sei qual é o teu perfume agora, mas tenho certeza de que ele estava em mim. Seu rosto ficou na minha memória durante todo o dia e agora sentado nessa mesma cadeira, ouço as mesmas músicas que ouvíamos, uma tentativa desesperada de te trazer, de reviver o tudo (e o nada) contigo, rir das mesmas piadas, rir das coisas que não tinham a menor graça, rir de mim por parecer uma criança perto de ti, rir de toda a dor que eu conhecia antes e depois de você. Me apego a cada pequenina coisa que eu tinha contigo, até dos maus momentos, deles eu tinha certeza que passariam e o mais importante ficaria, você. Mas tudo o que me resta é um imenso nada e uma bela porcaria de um amor que insiste em arder, em querer e esperar.
Nesse momento, toca The Scientist - Coldplay... meu pensamento voa longe, longe, longe...você lembra?
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start
Sonhei que você estava aqui e eu te acordava com uma proposta, que você aceitou logo. Seu rosto não era como nos outros sonhos, havia nos seus olhos de gota um mistério que eu não sabia decifrar, seu corpo estava fraco, sua cor pálida, parecia doente, mas não estava, você dizia que era só minha ausência te apagando como se fosse uma fotografia exposta ao tempo.
Não sei o que esse sonho quer dizer, mas tenho lido e pensado muito no que Freud diz a respeito dos sonhos, e tenho uma teoria formulada, seria quase pretensão minha expor aqui, tu irias rir e eu não iria me importar porque adoro quando sorri, mas minha 'interpretação' tiraria provavelmente, a chance de você refletir sobre ele, talvez,com um pouco de sorte, chegariamos à mesma conclusão.
Acordar desse sonho não foi fácil, seu perfume ficou gravado no meu quarto toda a manhã, e eu nem sei qual é o teu perfume agora, mas tenho certeza de que ele estava em mim. Seu rosto ficou na minha memória durante todo o dia e agora sentado nessa mesma cadeira, ouço as mesmas músicas que ouvíamos, uma tentativa desesperada de te trazer, de reviver o tudo (e o nada) contigo, rir das mesmas piadas, rir das coisas que não tinham a menor graça, rir de mim por parecer uma criança perto de ti, rir de toda a dor que eu conhecia antes e depois de você. Me apego a cada pequenina coisa que eu tinha contigo, até dos maus momentos, deles eu tinha certeza que passariam e o mais importante ficaria, você. Mas tudo o que me resta é um imenso nada e uma bela porcaria de um amor que insiste em arder, em querer e esperar.
Nesse momento, toca The Scientist - Coldplay... meu pensamento voa longe, longe, longe...você lembra?
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start
Monday 7 September 2009
Perfect memory
As they lowered you down my heart just jaded
In that moment the earth made no sound
But you were there
You helped me lift my pain into the air
[Perfect memory - Remy Zero]
"Qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer, a memória é uma vasta ferida."
[Chico Buarque em leite derramado]
In that moment the earth made no sound
But you were there
You helped me lift my pain into the air
[Perfect memory - Remy Zero]
"Qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer, a memória é uma vasta ferida."
[Chico Buarque em leite derramado]
Thursday 3 September 2009
Tudo sobre você
Queria descobrir
Em 24hs tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
Por que em tão pouco tempo
Faz tanto tempo que eu te queria
Zelia Duncan
Em 24hs tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
Por que em tão pouco tempo
Faz tanto tempo que eu te queria
Zelia Duncan
Só vontade
Me disseram que isso não significa necessariamente que irá acontecer alguma coisa, mas que eu desejo tanto que aconteça, que acabo sentindo. O que é uma pena, queria que as coisas me sacudissem, que tudo ficasse fora de ordem, talvez só assim pra me trazer de volta o que eu era.
Wednesday 2 September 2009
Expectativa
Abriu os olhos num sobressalto, sentia que alguma coisa iria acontecer naquele dia. Qualquer coisa.
O dia passou e seu coração num tique taque desenfreado chegava doer quando alguma coisa parecia estar prestes a acontecer. Mas o que iria acontecer? Era o que se perguntava, porém à medida que o dia ia avançando nas horas, não encontrava nenhuma resposta para tanta expectativa. Sentia, de alguma forma estranha que aquele dia era especial, diferente e que de fato, iria acontecer alguma coisa absurdamente boa.
As primeiras estrelas começavam a pontilhar o céu e aquela sensação persistia. Já estava perdendo as esperanças de que algo iria lhe acontecer. Durante todo o dia fizera plantão ao lado do telefone, de meia em meia hora checava todos os seus e-mails, olhava a caixa do correio regularmente.
Cansado de esperar por alguma coisa que ele só sentia que iria acontecer, mas que não tinha - até então - mostrado indícios positivos. Arrumou -se como todo dia e saiu. As batidas do coração aumentavam, a ansiedade invadia ainda mais. Olhava para todos os rostos, buscava uma explicação em cada coisa que via, em cada sorriso.
O coração, como se fosse um radar aumentava ou diminuia sua frequência, como naquelas brincadeiras de quente e frio. Em alguns momentos, aquela bomba relógio parecia explodir, saltar-lhe do peito e sair tiquetaqueando pelas ruas.
Voltou pra casa assim como saiu, nada aconteceu, nenhuma novidade, nenhuma surpresa. O coração continuava lhe dizendo que estava prestes a acontecer alguma coisa. Olhou novamente suas contas de e-mail, na secretária eletrônica nenhum recado, no celular nenhuma chamada.
Coração burro como sempre, emite sinais errados, escuta o que não deve e para quando é pra correr. Deveria ter se acostumado.
O dia passou e seu coração num tique taque desenfreado chegava doer quando alguma coisa parecia estar prestes a acontecer. Mas o que iria acontecer? Era o que se perguntava, porém à medida que o dia ia avançando nas horas, não encontrava nenhuma resposta para tanta expectativa. Sentia, de alguma forma estranha que aquele dia era especial, diferente e que de fato, iria acontecer alguma coisa absurdamente boa.
As primeiras estrelas começavam a pontilhar o céu e aquela sensação persistia. Já estava perdendo as esperanças de que algo iria lhe acontecer. Durante todo o dia fizera plantão ao lado do telefone, de meia em meia hora checava todos os seus e-mails, olhava a caixa do correio regularmente.
Cansado de esperar por alguma coisa que ele só sentia que iria acontecer, mas que não tinha - até então - mostrado indícios positivos. Arrumou -se como todo dia e saiu. As batidas do coração aumentavam, a ansiedade invadia ainda mais. Olhava para todos os rostos, buscava uma explicação em cada coisa que via, em cada sorriso.
O coração, como se fosse um radar aumentava ou diminuia sua frequência, como naquelas brincadeiras de quente e frio. Em alguns momentos, aquela bomba relógio parecia explodir, saltar-lhe do peito e sair tiquetaqueando pelas ruas.
Voltou pra casa assim como saiu, nada aconteceu, nenhuma novidade, nenhuma surpresa. O coração continuava lhe dizendo que estava prestes a acontecer alguma coisa. Olhou novamente suas contas de e-mail, na secretária eletrônica nenhum recado, no celular nenhuma chamada.
Coração burro como sempre, emite sinais errados, escuta o que não deve e para quando é pra correr. Deveria ter se acostumado.
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