Maldito o coração, sempre contrário à razão.
Gosta de quem não deveria gostar.
Pensa em quem não deveria pensar.
Sente sem querer sentir
Sunday 26 July 2009
Detalhes
Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
A noite envolvida
No silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura
O meu retrato
Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Pensando ter amor
Nesse momento
Desesperada você
Tenta até o fim
Se alguém tocar
Seu corpo como eu
Não diga nada
Não vá dizer
Meu nome sem querer
À pessoa errada...
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E nessa hora você vai
Lembrar de mim...
Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...
Roberto Carlos.
*Estrofes fora de ordem*
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
A noite envolvida
No silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura
O meu retrato
Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Pensando ter amor
Nesse momento
Desesperada você
Tenta até o fim
Se alguém tocar
Seu corpo como eu
Não diga nada
Não vá dizer
Meu nome sem querer
À pessoa errada...
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E nessa hora você vai
Lembrar de mim...
Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...
Roberto Carlos.
*Estrofes fora de ordem*
Friday 24 July 2009
Broken heart
Eu costumava dizer pra mim, 'plagiando o compositor de 50 receitas': - queria manter cada corte em carne viva e a dor em eterna exposição. Pensei que assim, esvaziando-me da dor ela fosse embora, mas não... ela não vai embora porque nós não deixamos que vá, gostamos de ficar ali ruminando, chorando e sentindo a dor lancinante que não passa de uma autossabotagem...
O ideal (nem que seja na teoria) seria decidir dar um fim nisso, e não, não é defesa, é amor próprio. Ninguém gosta de sentir dor, nem poética e nem patológica, queremos logo o remédio, a cura e pra isso, nada mais que lutar contra os sentimentos, viver, virar a página, enxergar a vida com outros olhos, sob outro prisma, nova ótica e rir das nossas burradas passionais, não há nada mais ridículo (quando passa, a gente fica até com vergonha de tanta lágrima derramada).
Um dia mais que de repente descobrimos que a dor não existe e estamos enfim prontos pra sofrer tudo de novo, de pobres românticos e emocionais que somos. Aí é aprender com o passado e repassar para o futuro...
O ideal (nem que seja na teoria) seria decidir dar um fim nisso, e não, não é defesa, é amor próprio. Ninguém gosta de sentir dor, nem poética e nem patológica, queremos logo o remédio, a cura e pra isso, nada mais que lutar contra os sentimentos, viver, virar a página, enxergar a vida com outros olhos, sob outro prisma, nova ótica e rir das nossas burradas passionais, não há nada mais ridículo (quando passa, a gente fica até com vergonha de tanta lágrima derramada).
Um dia mais que de repente descobrimos que a dor não existe e estamos enfim prontos pra sofrer tudo de novo, de pobres românticos e emocionais que somos. Aí é aprender com o passado e repassar para o futuro...
Thursday 23 July 2009
Tuesday 21 July 2009
Freedom
Acabou, a doença curou.
Enfim a vida retoma seu estado natural, você não exerce mais nenhuma força sobre mim. Aquele sentimento que me prendia a você foi aos poucos se misturando à dor de ter sempre me ferindo, à distância que sem que notássemos aumentou, não a distância geográfica, não a física, mas àquela que quase telepaticamente nos unia.
O amor primeiro foi se transformando em saudade, depois em recordações (daquilo que fomos e do que não fomos), agora ele é um amontoado de mágoa, ressentimento, desprezo e indiferença.
Hoje sou livre de qualquer coisa que me remeta à tua memória, apenas algumas coisas que inevitavelmente, mas que provisoriamente ainda me façam lembrar.
Nunca pensei sinceramente que esse dia chegaria, achei que esse sentimento fosse eterno, forte e inabalável, mas você com a sua intransigência, seu egoísmo, sarcasmo e impulsividade me provou que nada é eterno, nada é para sempre.
Saio da tua vida da mesma forma que entrei, dessa vez pra sempre. Dessa vez respiro o ar puro que existia antes de você entrar na minha vida.
Enfim a vida retoma seu estado natural, você não exerce mais nenhuma força sobre mim. Aquele sentimento que me prendia a você foi aos poucos se misturando à dor de ter sempre me ferindo, à distância que sem que notássemos aumentou, não a distância geográfica, não a física, mas àquela que quase telepaticamente nos unia.
O amor primeiro foi se transformando em saudade, depois em recordações (daquilo que fomos e do que não fomos), agora ele é um amontoado de mágoa, ressentimento, desprezo e indiferença.
Hoje sou livre de qualquer coisa que me remeta à tua memória, apenas algumas coisas que inevitavelmente, mas que provisoriamente ainda me façam lembrar.
Nunca pensei sinceramente que esse dia chegaria, achei que esse sentimento fosse eterno, forte e inabalável, mas você com a sua intransigência, seu egoísmo, sarcasmo e impulsividade me provou que nada é eterno, nada é para sempre.
Saio da tua vida da mesma forma que entrei, dessa vez pra sempre. Dessa vez respiro o ar puro que existia antes de você entrar na minha vida.
Thursday 16 July 2009
Só sinto
Sinto saudades de você.
Não sei do que mais sinto falta, se da tua presença ausente ou da ausência de não ter seu cheiro e de não conhecer teu gosto.
Eu só sei que sinto.
Sinto tudo de foma amplificada, como se eu elevasse ao zoom máximo a tua presença na minha vida e agora, sem imagem, sem som, tudo é cinza e desfocado.
Só sei que dói.
Não sei do que mais sinto falta, se da tua presença ausente ou da ausência de não ter seu cheiro e de não conhecer teu gosto.
Eu só sei que sinto.
Sinto tudo de foma amplificada, como se eu elevasse ao zoom máximo a tua presença na minha vida e agora, sem imagem, sem som, tudo é cinza e desfocado.
Só sei que dói.
Wednesday 15 July 2009
Friday 10 July 2009
loose words
Não me reconheço mais, nem nas minha linhas consigo me ver.
Olho sim o que foi antes. Não sei o que fez, qual motivo para que eu me tornasse o que sou hoje. Talvez faltasse a pureza de um abraço. Pode ser também a ausência de um beijo sem maiores intenções. Um beijo sem motivo aparente.
De repente as mãos se afastaram, os sorrrisos se fecharam, as palvras se calaram e tudo o que restou foi um olhar perdido no horizonte.
Não reconheço mais nada.
Com os pensamentos voltados para qualquer lugar no passado, tento insistentemente trazer à tona aquela pessoa que fui um dia.
Se eu pudesse apagar tudo de errado que fiz, pra quem sabe assim ajudaria a ser uma pessoa melhor, mas se não há crescimento diante do aprendizado pelos próprios erros, então acredito que o processo de reconhecimento faz parte da vida e do meu crescimento.
(Sep/07)
Olho sim o que foi antes. Não sei o que fez, qual motivo para que eu me tornasse o que sou hoje. Talvez faltasse a pureza de um abraço. Pode ser também a ausência de um beijo sem maiores intenções. Um beijo sem motivo aparente.
De repente as mãos se afastaram, os sorrrisos se fecharam, as palvras se calaram e tudo o que restou foi um olhar perdido no horizonte.
Não reconheço mais nada.
Com os pensamentos voltados para qualquer lugar no passado, tento insistentemente trazer à tona aquela pessoa que fui um dia.
Se eu pudesse apagar tudo de errado que fiz, pra quem sabe assim ajudaria a ser uma pessoa melhor, mas se não há crescimento diante do aprendizado pelos próprios erros, então acredito que o processo de reconhecimento faz parte da vida e do meu crescimento.
(Sep/07)
Thursday 9 July 2009
All the things you said
Tanta coisa se encaixa, tanta coisa escondida por tanto tempo vem a tona exatamente no momento em que decido viver a minha vida. Quando enfim me convenço que somos dois, não mais um.
Essa noite foi longa, ouvir tua voz foi meu alento e tormento. A vontade de entrar pelo fio e falar-te olhando nos olhos se confundia com o desejo de nunca mais falar contigo. Tu, há tempos transformou minha alegria em dor.
Todas as coisas que você me disse me machucaram, suas palavras sempre serão lanças, mesmo as doces. Tantos dias esperando ouvir tua voz, longas semanas de espera e quando veio, veio em meio a lágrimas, em meio à dor e uma sensação de torpeza. Tudo de repente passou em flashes, momentos que compunham nossa história pareciam slides.
Amar você não é mais uma condição, é rendição. Não sei andar sem esse amor. Você me acusa de amar o amor e não a ti, diz que reclamo que você me cobra, me torna infeliz. Você definitivamente não entende de amor. Hoje eu sei que não entende.
Tanto fiz, tanto falei, praticamente larguei dois anos da minha vida, em função de um sentimento real e crescente, sentimento que exalava pelos poros e transbordava pelos meus olhos. Todas as coisas foram sinceras. Falo por mim. Tudo foi verdadeiro, real e intenso. Exageradamente urgente, te dei o melhor, o maior e o perfeito. Nunca fui pela metade, nunca te prometi o que não podia cumprir, se as coisas sairam erradas não foi por falta de querer que desses certo, foi porque o acaso, o destino não quis.
Você me acusa e me cobra, mas não ve, não crê, não enxerga que eu te amei pelo que você é, pelo que se mostrou. Eu sempre soube reconhecer tua real face, sempre vi aquela a quem você sempre quis camuflar. Comigo você ficava nua, sem máscaras era você mesma. Ninguém nunca te deixou livre, ninguém nunca olhou pra ti de fato e você sabe e reconhece isso. Comigo você é, não precisa parecer.
Eu amo a tua essencia, cada pedacinho dos teus defeitos. Toda tua impulsividade, toda tua violência, sinceridade. Amo cada qualidade, cada perversidade, cada coisa que faz de ti, quem tu és.
Peço perdão pelas coisas que te fiz, peço perdão também pelo que poderia ter sido, pelo que poderia ter feito. Todos os sonhos estão em mim, não tão nítidos, mas aqui ainda vivos. Não sei onde isso irá parar, só peço a Deus que olhe por mim.
As coisas que você me disse estão aqui ecoando, remoendo, revolvendo e doendo.
Essa noite foi longa, ouvir tua voz foi meu alento e tormento. A vontade de entrar pelo fio e falar-te olhando nos olhos se confundia com o desejo de nunca mais falar contigo. Tu, há tempos transformou minha alegria em dor.
Todas as coisas que você me disse me machucaram, suas palavras sempre serão lanças, mesmo as doces. Tantos dias esperando ouvir tua voz, longas semanas de espera e quando veio, veio em meio a lágrimas, em meio à dor e uma sensação de torpeza. Tudo de repente passou em flashes, momentos que compunham nossa história pareciam slides.
Amar você não é mais uma condição, é rendição. Não sei andar sem esse amor. Você me acusa de amar o amor e não a ti, diz que reclamo que você me cobra, me torna infeliz. Você definitivamente não entende de amor. Hoje eu sei que não entende.
Tanto fiz, tanto falei, praticamente larguei dois anos da minha vida, em função de um sentimento real e crescente, sentimento que exalava pelos poros e transbordava pelos meus olhos. Todas as coisas foram sinceras. Falo por mim. Tudo foi verdadeiro, real e intenso. Exageradamente urgente, te dei o melhor, o maior e o perfeito. Nunca fui pela metade, nunca te prometi o que não podia cumprir, se as coisas sairam erradas não foi por falta de querer que desses certo, foi porque o acaso, o destino não quis.
Você me acusa e me cobra, mas não ve, não crê, não enxerga que eu te amei pelo que você é, pelo que se mostrou. Eu sempre soube reconhecer tua real face, sempre vi aquela a quem você sempre quis camuflar. Comigo você ficava nua, sem máscaras era você mesma. Ninguém nunca te deixou livre, ninguém nunca olhou pra ti de fato e você sabe e reconhece isso. Comigo você é, não precisa parecer.
Eu amo a tua essencia, cada pedacinho dos teus defeitos. Toda tua impulsividade, toda tua violência, sinceridade. Amo cada qualidade, cada perversidade, cada coisa que faz de ti, quem tu és.
Peço perdão pelas coisas que te fiz, peço perdão também pelo que poderia ter sido, pelo que poderia ter feito. Todos os sonhos estão em mim, não tão nítidos, mas aqui ainda vivos. Não sei onde isso irá parar, só peço a Deus que olhe por mim.
As coisas que você me disse estão aqui ecoando, remoendo, revolvendo e doendo.
Monday 6 July 2009
Called me
Hoje quando o telefone tocou fique ansioso, nervoso e atrapalhado. Atendi no susto, com o coração inundado de esperanças, mas o silêncio do outro lado da linda bloqueou-me.
Tanta vontade de falar, muita coisa a ser dita, no entanto o silêncio interminável, cortante e lancinante me corroeu, me revolveu.
Atônito ouvia sua respiração. Assim como ligou, desligou. Calada, silenciosa e misteriosa. Dentro de mim a alma ficou inquieta, gritando, esperneando e me interrogando o porque do silêncio e por que eu não disse o que precisava ser dito? Por que me calei? Por que me ligaste?
Nada tem resposta, nada tem solução.
A tua ligação só me devolveu sorriso ao rosto, mesmo que este seja assim silencioso e disfarçado de espanto.
I miss you.
Tanta vontade de falar, muita coisa a ser dita, no entanto o silêncio interminável, cortante e lancinante me corroeu, me revolveu.
Atônito ouvia sua respiração. Assim como ligou, desligou. Calada, silenciosa e misteriosa. Dentro de mim a alma ficou inquieta, gritando, esperneando e me interrogando o porque do silêncio e por que eu não disse o que precisava ser dito? Por que me calei? Por que me ligaste?
Nada tem resposta, nada tem solução.
A tua ligação só me devolveu sorriso ao rosto, mesmo que este seja assim silencioso e disfarçado de espanto.
I miss you.
Sunday 5 July 2009
Saturday 4 July 2009
[In]dependence Day
Houve um tempo em que a distância entre nós era nenhuma. Eram dias e que as palavras não precisavam ser ditas, no silêncio falávamos e nossos olhos compreendiam.
A distância que muito nos separava, também nos aproximava. Em nossos dias estavamos mais juntos que muita gente de mão dada, sabíamos exatamente do que o outro precisava,do que estava sentindo. A sintonia era perfeita, simétrica.
Hoje só sinto saudades. Não sei mais de ti, não sei mais quem tu és. Se me perguntassem se eu conseguiria viver sem ti, diria que não, no entanto a vida prossegue, não intacta, não perfeita, não machucada. A vida sem ti é uma sobrevida. Uma subvida num submundo de um subpaís.
Por muito tempo fomos dependentes, como se um fosse parte do outro. Um membro, um órgão vital. Não passamos agora de dois estranhos.
As mãos se soltaram, os caminhos se desviaram e os corações se distanciaram. Somos agora dois. Cada um de um lado. Lado opostos. Talvez como sempre estivemos... mudou somente o ângulo de visão.
'Procuramos [in]dependência,
acreditamos na distância
entre nós.'
A distância que muito nos separava, também nos aproximava. Em nossos dias estavamos mais juntos que muita gente de mão dada, sabíamos exatamente do que o outro precisava,do que estava sentindo. A sintonia era perfeita, simétrica.
Hoje só sinto saudades. Não sei mais de ti, não sei mais quem tu és. Se me perguntassem se eu conseguiria viver sem ti, diria que não, no entanto a vida prossegue, não intacta, não perfeita, não machucada. A vida sem ti é uma sobrevida. Uma subvida num submundo de um subpaís.
Por muito tempo fomos dependentes, como se um fosse parte do outro. Um membro, um órgão vital. Não passamos agora de dois estranhos.
As mãos se soltaram, os caminhos se desviaram e os corações se distanciaram. Somos agora dois. Cada um de um lado. Lado opostos. Talvez como sempre estivemos... mudou somente o ângulo de visão.
'Procuramos [in]dependência,
acreditamos na distância
entre nós.'
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