Friday 24 July 2009

Broken heart

Eu costumava dizer pra mim, 'plagiando o compositor de 50 receitas': - queria manter cada corte em carne viva e a dor em eterna exposição. Pensei que assim, esvaziando-me da dor ela fosse embora, mas não... ela não vai embora porque nós não deixamos que vá, gostamos de ficar ali ruminando, chorando e sentindo a dor lancinante que não passa de uma autossabotagem...

O ideal (nem que seja na teoria) seria decidir dar um fim nisso, e não, não é defesa, é amor próprio. Ninguém gosta de sentir dor, nem poética e nem patológica, queremos logo o remédio, a cura e pra isso, nada mais que lutar contra os sentimentos, viver, virar a página, enxergar a vida com outros olhos, sob outro prisma, nova ótica e rir das nossas burradas passionais, não há nada mais ridículo (quando passa, a gente fica até com vergonha de tanta lágrima derramada).

Um dia mais que de repente descobrimos que a dor não existe e estamos enfim prontos pra sofrer tudo de novo, de pobres românticos e emocionais que somos. Aí é aprender com o passado e repassar para o futuro...