Tuesday 1 December 2009

Quid pro quo

Eu te amo pela tua diferença e pela tua indiferença perante esse mundo de idéias iguais e pessoas idênticas;

Eu te amo pela força que tu mostras e pela fraqueza que escondes;

Eu te amo pela tua profundidade, pela intensidade com que tu te revelas;

Eu te amo pela tua urgência. A de viver, a de amar, a de correr, a de perder só pra se achar;

Eu te amo pelo querer dar e pelo querer para si;

Eu te amo pela diferença que nos torna iguais; Te amo pela permissão de chorar, pela forma violenta de amar e pela forma branda de cuidar;

Te amo pela distância que nos separa e pelo elo que nos une;

Eu te amo pela dor e por causa do amor. Te amo com dor, ardor, sem nenhum pudor;

Te amo pelo que não foi consumado e por tudo o que foi consumido;

Te amo pelo céu e inferno que teu amor proporciona;

Te amo pela forma disforme com que te mostras;

Te amo pelo teu sim que comove e pelo não que dificilmente convence;

Te amo por não ter rédea, pela selvageria, pelo repúdio ao dominio;

Te amo pelo rumo que perdi, pelo chão que não tenho, pelo céu infinito.

Te amo sem rumo, sem destino, sem prumo nem eixo;

Contigo, a bússola enlouquece, o vento perde a direção e por sua inconstância tão constante é que me prende e me faz enlouquecidamente te amar.

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