Me assombro sempre que vejo meu coração traduzido para o latejar de letras que em minha boca não cabem e meus olhos não decifram.
Se meus olhos não decifram, o ouvido tenta distinguir entre os versos que se vão viajando pela música de outros idiomas, enquanto ouço, imagino.
Distingo bem claramente na boca de seus fonemas, a eterna beleza humana do sonho que move o mundo, do amor que acende as estrelas.
Leio textos que escrevi num tempo remoto e pareço um defunto que faz ponderações. Não existo mais nessas linhas.
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